Comemorou-se em 2007, simultaneamente, o Ano Polar Internacional e o Ano Heliofísico Internacional. Foi sobre estas temáticas que este blog do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores versou inicialmente. Nele pretendeu-se dar conta de actividades e estratégias pedagógicas de divulgação levadas a cabo pelo Departamento, no âmbito da educação ambiental, tanto em 2007, como nos anos subsequentes.
3.1- Determina, em metros, o perímetro da base do iglo. Apresenta todos os cálculos.
3.2- Determina a área, em metros quadrados, da base do iglo. Apresenta todos os cálculos.
Do ponto de vista geométrico, termodinâmico e ambiental, os iglos são construções muito interessantes.
10- Considera o paralelepípedo da figura 1, que foi construído com cubos de gelo com 1 cm3 de volume. Será possível colocar esses cubos de gelo no interior do prisma da figura 2? Podes utilizar palavras, esquemas ou cálculos para justificar a resposta.

De acordo com notícia divulgada pela France Press em Ottawa, Canadá, investigadores canadianos e americanos (Estados Unidos da América) encontraram a 25 de Maio de 2007 um iceberg maior que a ilha de Manhattan (Nova York), onde instalaram uma sinalização luminosa para monitorizar o seu deslocamento pelo oceano Ártico, próximo do norte canadiano.
O iceberg baptizado com o nome de "Ayles", tinha 16 km de comprimento e 5 km de largura, e desprendeu-se da ilha canadiana de Ellesmere, próxima da Groenlândia, em agosto de 2005, mas foi descoberto apenas no ano passado.
O desprendimento foi tão violento que provocou sismos detectados por sismógrafos canadianos a 250 km do local. Os simoslogos não foram capazes de determinar o que estava a acontecer nessa altura.
Cientista em cima do Iceberg Ayles
Os icebergs do Antárctico apresentam diferenças significativas em relação aos do Árctico. Têm formas mais regulares (a mais comum é a tabular) e são muito maiores (chegam a ter 200 m de espessura, quatro vezes mais do que os icebergs árcticos). Consequentemente, demoram mais tempo a derreter (mais de 10 anos) e são mais numerosos. A maioria dos icebergs antárcticos encontra-se a sul da Zona de Convergência Antárctica.
O maior iceberg antárctico reconhecido foi avistado em 1956. Media 333 km de comprimento e 100 km de largura! No entanto, mais recentemente, foi avistado um iceberg com 400 km de extensão, no Mar de Ross.
1.1. Que fracção de óleo de peixe beberam os três esquimós? Apresenta todos os cálculos.
R:_______________________________________________________
1.2. Que fracção de óleo de peixe sobrou? Apresenta todos os cálculos.
R:________________________________________________________
11-Um esquimó abriu um orifício circular com 50 cm de diâmetro na superfície do gelo para pescar. Após retirar o cilindro de gelo, verificou que o mesmo tinha 20 cm de altura. Determina o volume desse cilindro em centímetros cúbicos. Apresenta todos os cálculos.
Os esquimós do norte do Alasca e ilhas Aleutas são culturalmente semelhantes aos esquimós canadianos. Não é usual encontrar esquimós com os seus trajes tradiocnais, tanto no Alasca moderno como no Canadá moderno.
Os esquimós do Alasca, fazem acompanhamento dos turistas, durante passeios, escaladas e uma grande variadade de actividades ligadas à natureza.
Etnicamente, os esquimós da Sibéria-Russa são um pouco diferentes dos anteriores. Pode-se afirmar que os esquimós habitam a região circumpolar norte, com excepção da Escandinávia e da maior parte da Rússia. Existem dois grande grupos de esquimós: os Inuit (do Norte do Alasca, Canadá e Gronelândia) e os Yupik (do Alasca Ocidental e da Sibéria-Rússia).
A palavra esquimó, deriva de um termo utilizado por esses mesmos povos. O antropólogo Thomas Huxley no livro " On the Methods and Results of Ethnology (1865)" definiu a raça esquimó como sendo a dos povos indígenas que habitavam as regiões árticas do norte do Canadá e Alasca.
A carne de foca e o peixe são os componentes fundamentais da dieta dos esquimós da Gronelândia. A dieta dos esquimós é rica em ácidos gordos polinsaturados, sendo o ratio ácidos gordos polinsaturados/ácidos gordos de 0,84, superior ao observado por exemplo nas dietas dinamarquesas e na maioria das dietas ocidentais. Os ácidos gordos polinsaturados da dieta dos esquimós são predominantemente da classe dos linoleicos (n-3). Os ácidos palmitoleicos e oleicos também apresentam uma concentração elevada na dieta dos esquimós.
O pinguim-imperador é a maior ave da família dos pinguins. Os adultos podem medir até 1,1 metros de altura e pesar até 30 kg. Os machos desta espécie são um dos poucos animais que passam o inverno na Antártida.
O pinguim-imperador caracteriza-se pela plumagem multicolorida: cinza-azulado nas costas, branco no abdómen, preto na cabeça e barbatanas. Esta espécie apresenta também uma faixa alaranjada em torno dos ouvidos. A sua alimentação baseia-se em pequenos peixes, krill e lulas, que pescam em profundidades de até 250 metros. O pinguim-imperador pode ficar debaixo de água durante vinte minutos sem respirar.
O padrão reprodutivo desta ave é característico: as fêmeas põem um único ovo em Maio/Junho, no final do outono do Hemisfério Sul, que abandonam imediatamente para passar o inverno do Hemisfério Sul, no mar. O ovo é incubado pelo macho durante cerca de 65 dias, que correspondem ao inverno antártico. Para superar temperaturas de -40 ºC e ventos de 200 km/h, os machos amontoam-se e passam a maior parte do tempo dormindo para poupar energia. Eles nunca abandonam o ovo, que morreria de frio, e sobrevivem à base da camada de gordura acumulada durante o verão. A fêmea substitui o macho apenas quando regressa no princípio da primavera do Hemisfério Sul. Se a cria choca antes do regresso da mãe, o macho do pinguim-imperador alimenta o filho com secreções de uma glândula especial existente no seu esófago.
O leão-marinho é um animal mamífero que vive em regiões de baixas temperaturas e alimenta-se principalmente de peixes.
Os leões-marinhos já estiveram muito próximo da extinção. Entre 1917 e 1953, mais de meio milhão desses animais foi abatido por caçadores que procuravam a sua gordura e o seu couro, usado sobretudo na confecção de casacos. Com a proibição da caça, esses animais, que chegam a pesar cerca de 300 quilogramas e a atingir 3 metros de comprimento, começaram a recuperar o seu número. Mesmo assim, ainda sofrem com a poluição das águas e, principalmente, com a pesca com redes.
Na figura seguinte apresenta-se, a azul, a distribuição geográfica da maioria dos leões-marinhos na América do Sul.
Os leões-marinhos, também conhecidos por focas-orelhudas, são mamíferos carnívoros habitantes das costas rochosas, frequentemente confundidos com as focas. Fazem parte da família dos otarídeos conjuntamente com a dos focídeos (focas) e dos odobenídeos (morsas). Todos os representantes destas 3 famílias têm em comum o facto de abandonarem o mar apenas para a reprodução e mudança da pelagem. O virem a terra garante os acasalamentos que, de outro modo, estariam dependentes de encontros ocasionais no mar. A família Otariidae compreende seis espécies de leões-marinhos, designação porque também são conhecidos devido à força da sua voz e à juba, relativamente espessa, exibida pelos machos. O leão-marinho de Steller, do Pacífico Setentrional, e que se encontra desde o Estreito de Bering até às costas ocidentais dos Estados Unidos da América e do Japão, é o mais corpulento de todos, chegando a medir seis metros e a pesar 3 toneladas. A Octária do Árctico reúne-se em grupos de dois a três milhões de indivíduos - as maiores manadas de mamíferos existentes - na sua principal região, as Pribilof, no Pacífico Norte (imagens e texto daqui).
Algumas ilhas do Pacífico já começam a ter problemas com a subida do nível médio da água do mar, como as Tuvalu, outras já desapareceram como Lohachara na Índia.

A Baleia Azul (Balaenoptera musculus) é um mamífero marinho. Como as outras baleias-barbatanas, as baleias azuis usam lâminas córneas na sua cavidade bucal para filtrar o seu alimento (fitoplâncton) da água do mar. A baleia azul é o maior animal vivo existente na superfície da Terra, podendo chegar a ter trinta metros de comprimento e mais de 150 toneladas de peso.
A baleia azul possui uma pequena aleta que é visível apenas num curto período tempo, especialmente quando a baleia mergulha. Tal aleta pode produzir jatos de água até nove metros de altura. Os seus pulmões podem conter aproximadamente cinco mil litros de ar. A cabeça de uma baleia azul é tão grande que cinquenta pessoas poderiam apoiar-se na sua língua. Um bebé (humano) poderia gatinhar através das principais artérias da baleia azul e um humano adulto caberia na sua aorta. Uma baleia azul recém-nascida pesa mais do que um elefante adulto e tem cerca de 7,6 metros de comprimento. Durante os seus primeiros sete meses de vida, os bebés da baleia azul bebem cerca de 380 litros de leite por dia. Os bebés das baleias azuis ganham peso rapidamente, aumentando 91 kg de massa por dia.
As nuvens são formadas por biliões de gotículas de água e diminutos cristais de gelo. Contudo, embora uma única nuvem possa conter várias toneladas de humidade, muitas delas desaparecem sem produzir sequer um aguaceiro.
Tal como a chuva, a neve forma-se nas nuvens muito frias. O vapor de água da nuvem condensa-se á volta de microscópicos grãos de pó, formando minúsculos cristais de gelo. À volta destes cristais condensa-se mais vapor de água, e assim as suas dimensões aumentam. Os cristais de gelo podem ter formas muito diferentes: estão catalogadas mais de 2500 formas. Quando os cristais se tornam bastante grandes, começam a cair, encontrando-se, ao longo do percurso com outros cristais, o que gera o aumento do seu tamanho. É deste modo que se forma o floco de neve, um conjunto de cristais, muitas vezes partidos e congelados em conjunto.
Nos Açores não ocorre neve, mas ocorre granizo que é um processo que se situa entre a chuva e a neve.
No esquema seguinte apresenta-se um diagrama da formação dos diversos meteoros.

6.1- Em que ano foi detectada a maior quantidade de DDT nos músculos dos ursos?

A velocidade média com que os icebergs se movem, na costa norte da Terra Nova, é cerca de 0,2 m/s, ou seja, 0,7 km/h. Essa velocidade é influenciada por vários factores físicos como o tamanho e a forma do iceberg, as correntes marinhas, as ondas e os ventos. Os icebergs boiam, tal como se referiu anteriormente, porque a densidade do gelo (cerca de 900 kg por metro cúbico) é menor do que a densidade da água salgada (cerca de 1025 kg por metro cúbico). A razão entre essas densidades revela que 7/8 da massa dos icebergs, encontrados nas proximidades da Terra Nova, está dentro da água.
Em 15 de Novembro de 2006, noticiou-se que icebergs da Antártida se aproximavam da Nova Zelândia, muito longe do seu lugar de origem. Foi um fenómeno que não se observava há mais de 75 anos. A distância percorrida por esses icebergs é próxima da distância entre os Estados Unidos da América e os Açores.


Nos Açores, também se tem observado uma subida do nível médio das águas do mar. Na década que vai de 1976 a 1986 o mar subiu em média 1,3 cm na ilha Terceira, 0,1 cm na ilha das Flores, 0,1 cm na ilha do Faial e 0,4 cm na ilha de São Miguel.
Mesmo verificando-se uma taxa de degelo constante, o mar não sobe do mesmo modo em todo o lado.
A 25 de Dezembro de 2006, uma pequena ilha desapareceu da superfície do planeta devido ao aumento do nível do mar provocado pelo aquecimento global. A ilha de Lohachara, na baía de Bengala, Índia, é a confirmação de previsões sobre o agravamento do efeito estufa.
Há oito anos atrás, algumas ilhas desabitadas do arquipélago de Kribati, no Pacífico, desapareceram. Os habitantes de Vanuatu (próxima ao local) foram retirados de suas casas por precaução.
O bacalhau consumido em Portugal, corresponde maioritariamente à espécie Gadus morhua.
Fazer amigos com novos povos, passa por sabermos sentarmo-nos em círculo com eles e partilhar da vida da sua família. Assim para percebermos a cultura esquimó é preciso saber como vivem, perceber os seus gestos, conhecer as suas técnicas e experimentar o seu ambiente. Gravura de uma comunidade Esquimó isolada, do século XIX (Gronelândia)
No século XIX e XX, ainda se construíam e utilizavam nos Açores, construções rurais cuja base era uma circunferência, como o caso dos palheiros.

Palheiro do Porto Judeu-Terceira
Semelhanças geométricas entre estes dois tipos de construções (Iglos e Palheiros) e diferenças climáticas poderão ser exploradas com os alunos do primeiro ciclo, levando à aquisição de competências na área da geometria e do ambiente.
Existem 17 espécies de pinguins no nosso planeta, seis das quais vivem na Antárctida. O pinguim é a única ave que não consegue voar.
Albatrozes
Corvo marinho
Os corvos marinhos (Phalocrocorax sp.), são extraordinários pescadores. De origem tropical, parecem mal-adaptados ao clima ártico: a sua plumagem retém água e o seu isolamento térmico é limitado. Ainda assim, alguns deles vivem nos círculos polares e suportam o rigor do inverno da Groenlândia ou Antárctida. O Corvo Marinho é uma ave palmípede da ordem dos pelicaniformes, isto é, um parente próximo dos pelicanos e das gaivotas. Presente em todos os continentes, sobretudo nas regiões costeiras, mas também nas interiores, essa família agrega cerca de 30 espécies.
Fulmar
O Fulmar Austral é uma ave que se observa apenas no Hemisfério Sul. Distribui-se por todos os mares próximos da Antárctida. Essa ave tem dimensões consideráveis. Pode ter 50 cm de comprimento e uma largura entre as asas de cerca de 120 cm. A sua alimentação faz-se à base de peixes, krill e outros animais marinhos pequenos.
Todas as aves do enunciado poderão ser investigadas pelos alunos, encontrando-lhe características físicas e biológicas.
Petrel Moleiro
Garajau comum

Garajau rosado