Monday, August 25, 2008

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Composição dos alimentos (2º Ciclo)

4. A Júlia tem de comer numa refeição cereais, queijo fresco, sumo de laranja e pão integral. Na tabela abaixo, pode observar-se a composição de uma das refeições.

Sabendo que 100 gramas de cereais fornecem ao organismo 15 gramas de fibras, que quantidade de fibras ingere a Júlia nessa refeição, associada aos cereais? Apresenta todos os cálculos que tiveste que efectuar.

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Exploração

As fibras alimentares não fornecem nutrientes ao organismo, no entanto são um elemento essencial na dieta.
As fibras, que formam o esqueleto dos vegetais, são constituídas de celulose e outros elementos que não se conseguem digerir.
As fibras são um paradoxo porque não alimentam, mas são essenciais à saúde. Elas previnem doenças graves e até podem ajudar no emagrecimento. Dietas com quantidades suficientes de fibras regularizam o funcionamento do intestino e evitam a prisão de ventre e outros problemas.

No entanto, o consumo exagerado de fibras pode dificultar a absorção de alguns minerais.
Na tabela, que pode ser econtrada na página http://www.azeite.com.br/article.php?recid=784 apresenta-se a composição em gramas de fibra de alguns alimentos. Os valores anteriormente referidos podem ser utilizados para elaborar, em contexto real, alguns problemas matemáticos.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Percentagem de massa gorda (2º Ciclo)

2. O Senhor António está preocupado com a sua saúde e pensou fazer uma dieta. Para tal, consultou o seu médico.
2.1. O senhor António tem 55 anos e pesa 80 kg. Considerando que este senhor tem 20 kg de massa gorda, determina a percentagem de massa gorda que ele tem no organismo.
Indica os cálculos que tiveste que efectuar.

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2.2. A tabela seguinte informa-nos sobre a percentagem ideal de massa gorda, para indivíduos com mais de 20 anos.

De acordo com a tabela, que conclusão tirarias sobre a "gordura" da filha do senhor António, com 25 anos de idade, e uma percentagem de massa gorda de 14%?
Fundamenta a tua resposta.
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Exploração
No nosso organismo existem pontos que são mais propensos à acumulação de gordura. É onde se encontra o maior número de adipósitos que, nada mais são do que células onde as gorduras são depositadas e armazenadas pelo organismo. Com o passar dos anos, as pessoas que que se preocupam pouco com o seu corpo, tendem a assumir a forma de frutas. O homem assume o formato de uma maçã e as mulheres o formato de pêra. As pernas ficam mais finas em relação ao tronco e o tronco fica arredondado, no caso dos homens e os ombros ficam mais finos em relação ao quadril que, por sua vez, fica bastante avantajado, no caso das mulheres. A gordura armazenada funciona como uma reserva do organismo que somente tende a ser utilizada quando outros recursos energéticos estão esgotados no organismo. Cada grama de gordura produz nove calorias.
Para que estas calorias sejam utilizadas como fonte energética deve haver um desequilíbrio calórico, ou seja, o corpo deve gastar mais calorias do que consome.
Os regimes dietéticos radicais são encarados pelo organismo como uma doença. O organismo baixa o metabolismo e economiza gordura. Um indivíduo começa a perder massa magra, ou seja, massa muscular enquanto a gordura permanece. O correcto, para controlar o peso é aliar exercícios físicos a uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes. Assim irá ocorrer o deficit calórico e as gorduras irão ser “queimadas”, utilizadas como fonte de energia onde quer que elas estejam.
A ideia de que uma criança gorda joga pior do que os colegas e que, por isso, vai para a baliza, é totalmente errada. É amiúde constactado, por vários estudos, que os ditos gordos têm capacidades físico-motoras e desempenhos desportivos iguais ou melhores que as crianças de compleição equilibrada e magros.
A aptidão física "AF" é um tema e também um objectivo recorrente da Educação Física escolar. Juntamente com outros grandes objectivos, como os da aquisição de conhecimentos sobre a corporalidade e a aprendizagem de movimentos, a aptidão física foi sempre umas das metas fundamentais da Educação Física. Porém, a operacionalização do conceito de “aptidão física” - ou seja, componentes e formas de avaliação – tem sido um continuado tema de controvérsia e de debate entre os educadores físicos.
Basicamente, as componentes importantes da composição corporal para a AF são a massa óssea, a massa muscular e massa adiposa.
A densidade óssea é um factor importante no planeamento da prescrição do exercício físico de idosos. O exercício adequado favorece a densidade e a robustez óssea, mas o exercício inadequado é prejudicial em muitas situações. É o caso de pessoas com osteoporose, doenças reumáticas (principalmente em fases de inflamação aguda) e degenerativas dos tecidos ósseo, muscular e conjuntivo.
A massa muscular é importante para o desempenho em actividades do dia-a-dia e é determinante em muitas actividades desportivas.
A percentagem de massa gorda (MG), ao contrário do que pode ser o senso comum, não se correlaciona directamente com a menor capacidade desportiva. No entanto, a valorização social negativa do gordo condiciona e penaliza muito as crianças e jovens que apresentem esse aspecto corporal.
Relativamente à saúde, é sabido, por quase todos, que a gordura em excesso – ou, mais concretamente, a obesidade - se associa significativamente a outras doenças como a diabetes e patologias cardiovasculares. Em todo o caso, há estudos que demonstram a diminuição da capacidade imunitária, quando pessoas perdem peso e massa adiposa. Esta situação ocorre, com mais frequência, durante e após o emagrecimento brusco, por dieta muito pobre em hidratos de carbono (doces, massas, arroz, batata).
Questões de valorização social, aptidão física, massa corporal, massa gorda, etc, podem ser abordadas em simultâneo em disciplinas como Matemática, Língua Portuguesa, Ciências Naturais e Educação Física, numa transdisciplinaridade saudavel e criativa.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Índice de Massa Corporal (2º Ciclo)


1. Para se determinar a condição nutricional de um indivíduo é utilizado um padrão denominado IMC (Índice de Massa Corporal), dependente da relação entre o peso e a altura.
Na tabela seguinte, indicam-se várias classificações nutricionais em função do IMC.


1.1. Que classificação é atribuída a um indivíduo que tem um Índice de Massa Corporal (IMC) de 24,22?
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1.2. Observa o gráfico que se segue, que representa a distribuição dos alunos de uma turma, segundo o seu Índice de Massa Corporal (IMC).

1.2.1. Quantos alunos tem a turma? Apresenta os cálculos que tiveste que efectuar.
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1.2.2. Recorrendo à classificação da tabela anterior e aos valores do gráfico, indica quantos alunos obesos existem na turma? Explica o teu raciocínio.
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Exploração

O IMC não mede a gordura corporal directamente, mas alguns estudos têm demonstrado que o IMC se correlaciona razoavelmente com as medições directas da gordura corporal. Assim, o IMC pode ser considerado uma alternativa à medição directa da gordura corporal. Adicionalmente, o IMC é um método barato e fácil de aplicar para prever categorias de peso que podem ocasionar problemas de saúde. Para crianças e adolescentes o IMC é específico para cada sexo.
A tese de mestrado de Edilene Farias Rozal, intitulada "A Modelagem Matemática como caminho para trabalhar a Educação de Jovens e Adultos", estudou as problemáticas da saúde, trabalho, consumo e meio ambiente, visando trabalhar a modelagem matemática dentro dessa perspectiva. Na saúde a autora trabalhou o sub-tema obesidade.
Essa actividade tinha como objectivo principal, fornecer informações para que os alunos aprendessem algo sobre o IMC (Índice de Massa Corporal), bem como também fossem capazes de calcular o IMC (cuja expressão é o P/[(A.A)], dentro de seu nível de conhecimentos matemáticos.
Para o início desta actividade, necessitou-se, antes, de pesar os alunos e medí-los. Para efectuar essa tarefa escolheram 04 alunos para ajudar a professora na coleita e organização dos dados para então, iniciarem a actividade. Destes 04 alunos, 02 ajudaram a medir os estudantes, 01 aluno anotava a altura e o outro aluno anotava o peso. Cada aluno, também anotou os seus dados para que não houvesse esquecimento no momento da aplicação da actividade.
Pensaram nesse tema, devido à faixa etária de alunos que estão inseridos numa turma jovem, em que conheces que os perigos e tentações, para certos tipos de alimentos que fazem mal a saúde são maiores, e que, portanto devem ser informados dos perigos que a obesidade pode causar nas pessoas.
A actividade foi composta inicialmente por um texto motivador. No processo de
modelagem o texto motiva e prepara os alunos para futuros questionamentos. Entenderam que o pequeno texto prepara o aluno para a tarefa que será desenvolvida, o texto age promovendo um momento de reflexão para o trabalho que será desenvolvido no ambiente de aprendizagem.
Na maioria das vezes, os textos motivadores, foram copiados de revistas, reportagens de jornais e de páginas da internet.
A actividade sobre obesidade, desenrolou-se em equipa de quatro alunos, onde socializavam as formas de resolver, dúvidas sobre a tabuada e até ortográficas. A partir dos resultados encontrados, verificaram que os alunos possuíam um nível elevado de dificuldades em relação aos cálculos com operações de multiplicação e divisão. Resolveram estender a actividade para uma segunda etapa, a qual denominaram de parte II para que a turma desenvolvesse a mesma actividade com o auxílio da calculadora.
Na parte I do trabalho, perceberam que os alunos estavam agitados e preocupados, afirmando que não sabiam multiplicar nem dividir, principalmente, com números decimais.
As autoras observaram os alunos multiplicando da esquerda para a direita e a maioria das vezes utilizando tabuadas.
Mediante todas aquelas lamentações e dificuldades, a professora procurou tranquilizá-los e incentivá-los a entenderem que essa dificuldade não poderia ser ignorada no processo e sim, deveria ser superada, principalmente se soubéssemos onde estavam suas dificuldades, e o que é facto, é que não sabiam calcular. Com base nesses acontecimentos, os alunos fizeram a actividade do modo que sabiam, e então concordou-se com turma que na próxima aula se faria um reforço sobre as operações fundamentais.
Para esse reforço, decidiram, inicialmente, abordar a questão do "vai-um", acreditando que se os alunos entendessem inicialmente o processo da adição, entenderiam também a multiplicação. Para este momento, resolveram aplicar os passos sugeridos por (DUARTE, 1986), para a explicação da correspondência entre o "vai-um" na adição e na multiplicação. Conforme o previsto pelo autor, os alunos perceberam que o "vai um" da multiplicação é igual ao da adição.
A autora acentua a importância de relatar e explorar essas atitudes como forma de uma contribuição para o melhor desempenho dos alunos nas próximas actividades, até porque o encaminhamento da actividade sobre obesidade mostrou que era preciso reforçar os alunos nas operações fundamentais, eles acreditavam que com uma aula de apoio, melhorariam ou sentiriam mais segurança para participar das próximas actividades.
A actividade sobre obesidade, despertou nos alunos vontade de aprender a multiplicar e a dividir como motivação de calcularem o seu IMC.
A Modelagem Matemática ainda contribui para a descoberta de problemas oriundos da sociedade, e neste caso, verificou-se uma atitude provocada pelo preconceito que infelizmente ainda predomina na sociedade em que vivemos.
Uma aluna recusou-se a participar na actividade, na presença dos colegas, logo
percebemos que esta aluna tinha receio de seu IMC, mentalmente a adolescente imaginava que seu IMC seria de uma pessoa obesa e temia a chacota dos colegas. Então propôs-se que ela fizesse a atividade sozinha com a professora. A estudante concordou. Esse facto leva-nos a compreender como no processo de modelação tão logo se pode esbarrar também com questões ou problemas da sociedade.
Pensa-se que a modelação em matemática, baseada em factos próximos dos alunos, ajuda a promover competências nesta área disciplinar.

Sunday, July 6, 2008

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Alimentação saúdavel (Primeiro Ciclo)

14- A mãe do João foi ao mercado comprar sardinhas, batatas e cebolas para fazer uma refeição saudável. Encontrou alguns produtos expostos em quantidades diferentes, que constituíam as seguintes sequências:

Completa-as, colocando o número correcto no quadrado respectivo.


Exploração:

Uma investigação levada a cabo nos Estados Unidos da América, levou à elaboração do TOP 10 dos alimentos mais saúdaveis. Há que ter cuidado com algumas destas listas, devendo variar-se a alimentação e não centrá-la apenas num conjunto muito restrito de 10 alimentos.

Apresentam-se os dez dos alimentos que melhores propriedades apresentam na prevenção e protecção contra doenças de acordo com esse estudo.
Maçãs: Boa fonte de pectina, possui fibras que reduzem o colesterol e os níveis de glucose, rica em vitamina C, tem um antioxidante fundamental que ajuda o organismo a absorver o ferro e o folato.


Amêndoas: Muita fibra, riboflavina, magnésio, ferro, cálcio e vitamina E. Com um alto teor de gordura, mas da monosaturada, a que protege o coração e faz diminuir os níveis de mau colesterol (LDL).



Brócolos: Contêm cálcio, potássio, folato, fibra e fitonutrientes, compostos que podem ajudar a prevenir a diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de cancro. Ricos também em vitamina C e fonte do antioxidante beta-caroteno.



Amoras: Fontes de fibra pouco calóricas, ajudam a manter a capacidade de memória e reduzir o dano celular ligado ao envelhecimento. Contêm antioxidantes e fitonutrientes.



Feijão vermelho ou encarnado: Pobre em gordura e óptima fonte de antioxidantes, proteína, fibra dietética, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio e tiamina.



Salmão e sardinhas: É já muito conhecido o seu alto teor em ácidos gordos ómega 3, que são benéficos para o coração. É pobre em gordura saturada e colesterol e é uma boa fonte de proteína. Prefira salmão selvagem, é menos provável que contenha químicos tóxicos, como o mercúrio.



Espinafre: Rico em vitamina A, cálcio, folato, ferro, magnésio, riboflavina e vitaminas B6 e C. Possui compostos que fortalecem o sistema imunitário e ajudam a prevenir certos tipos de cancro.
Batata doce: Rica em beta-caroteno e vitamina C, também contém fibra, vitamina B6 e potássio. Não têm gordura e é relativamente pouco calórica.
Sumo de vegetais: Forma muito simples de introduzir o consumo de vegetais na sua dieta: contêm as mesmas vitaminas, minerais e os nutrientes dos alimentos originais. O sumo de tomate, por exemplo, é rico em licopeno, um antioxidante que ajuda a reduzir o risco da ocorrência de ataques cardíacos e de alguns cancros. Prefira variedades com pouco sódio.
Gérmen de trigo: Uma fonte concentrada de nutrientes: duas colheres de chá fornecem uma dose considerável de tiamina, folato, magnésio, fósforo, ferro e zinco. Pode ser utilizado como topping de cereais de pequeno-almoço, iogurte e saladas, ou como ingrediente em bolos, bolachas ou panquecas (se não abusar destes alimentos).

Apesar deste top 10, há alimentos tão bons ou melhores dos que foram anteriormente referidos, como por exemplo:
Batata-doce: Melhor fonte de amido do que a normal e tem um indice glicémico mais baixo.

Aveia: Cereal rico em hidratos de carbono complexos, fibra e vitaminas B com um efeito prebiótico.
Toranja: Fonte de narangina que promove a queima de massa gorda.
Couves: Ricas em isotiocianatos, vitamina C, cálcio e fibra.

Sementes de linhaça: Fonte de ómega 3 (além do peixe gordo) com propriedades anti inflamatórias importantes. Complementam uma salada ou uma sopa.

Sementes de sésamo: Fonte de sesamin também importante na utilização da gordura de reserva como fonte de energia.
Carne de vaca dos Açores: rica em ácidos gordos omega 3.
Carne de coelho bravo: também rica em ácidos gordos essenciais.
As saladas variadas são muito importantes numa alimentação saudavel.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Hábitos (Primeiro Ciclo)

13 - Na casa do João, há um hábito saudável: cumpre-se o horário das refeições. O almoço é às 13 horas e o jantar às 20 horas. Quanto tempo decorre entre o almoço e o jantar? Justifica a tua resposta apresentando os cálculos, esquemas ou desenhos.

Exploração
Os hábitos alimentares de uma criança e o grau de actividade física desempenham ambos um importante papel na sua saúde e peso. A crescente popularidade da televisão, computadores, consolas de vídeo e outros fenómenos tecnológicos de interacção virtual contribuem para a inactividade física e sedentarismo desde tenra idade. O tempo médio que uma criança passa a ver televisão por semana é 24 horas, tempo útil que poderia ser passado a praticar um desporto de exterior ou mesmo de interior.
As crianças têm um enorme fascínio pela televisão e passam muito tempo diante do ecrã a ver desenhos animados ou a jogar playstation. Muitos pais dispõem de pouco tempo para estar com os filhos e esta é uma maneira cómoda de os manterem entretidos.
Com esta atitude, esquecem, todavia, que as crianças nesta idade, para crescerem de um modo saudável necessitam de exercício físico. Jogar à bola, andar de triciclo ou até mesmo correr são actividades preferíveis a manterem-se sossegadas sentadas no sofá ou no chão a verem os seus desenhos animados preferidos.
Segundo os especialistas, as causas da obesidade infantil estão bem definidas. As principais causas desta “epidemia” são: o aumento do consumo de alimentos ricos em gordura, em especial os fast-food e a diminuição da actividade física.
Muito embora a televisão possa ser importante para o seu desenvolvimento, como tudo na vida, tem a hora e a medida certas. O sedentarismo, provocado por horas a fio sentados frente a um televisor, é não só prejudicial pela falta de actividade física, como também, pelo hábito de “depenicar” que as crianças têm para se manterem ocupadas.
Uma bolacha agora, depois um caramelo, outra bolacha.... e o pacote de bolachas desaparece sem que se apercebam. Chegou a altura dos pais evitarem alguns comportamentos que levam a que o seu filho “use e abuse” da televisão ou do computador.
O que deve fazer:
- Não deixe o seu filho levantar-se ao fim-de-semana e ir directo para a sala ver televisão enquanto os pais dormem ou arrumam a casa. Fechar a porta da sala à chave e não permitir que o seu filho tenha um televisor no quarto, ou se o tiver, retire-o sempre que necessário. Deixe-lhe livros e brinquedos no quarto para que se possa entreter.
- Sempre que possível vá ao parque com o seu filho e pratique uma actividade, como correr, jogar à bola, andar de escorrega.
- Enquanto prepara as refeições e se o quer manter longe da televisão, conte-lhe uma história. Cantem em conjunto uma canção.
- Deixe-o ver televisão apenas quando estiverem a emitir programas para a sua idade.
-Preparar cerca de 5 refeições por dia;
-Na hora da refeição, comer o alimento preferido primeiro;
-Comer apenas o pedaço do bolo de que gosta mais, quando em festas;
-Evitar alimentos não essenciais;
-Comer devagar, deixando que o seu corpo lhe diga quando está cheio;
-Não tenha alimentos tipo snack acessíveis em casa;
-Comer apenas às horas das refeições;
-Não ver televisão enquanto come;
-Sentar-se a comer à mesa, de preferência acompanhado;
-Aprender a conhecer a diferença entre apetite e fome;
-Quando se verificar uma procura de comida pelo facto da criança ou adolescente se sentir infeliz, deprimido ou ansioso, deve procurar outra actividade para se relaxar;
-Devemos estimular a criança para que seja honesta, não escondendo e analisando as falhas do programa combinado.

Sunday, June 29, 2008

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Consumo de água (Primeiro Ciclo)

10. Por ser um bem essencial à vida, recomenda-se às crianças, entre os 6 e 10 anos, o consumo diário de água, entre 0,75 litros e 1,5 litros.
10.1-Se possuíssemos um garrafão de 60 litros de água e bebêssemos 1,5 litros por dia, para quantos dias daria essa água? Apresenta os cálculos ou justifica a tua resposta. Podes também apresentar esquemas ou desenhos para responderes à questão.

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10.2- Numa casa com 6 pessoas, onde cada uma consome 1,5 litros de água por dia, que quantidade de água é consumida num dia? Apresenta os cálculos ou justifica a tua resposta com palavras, desenhos ou esquemas.

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10.3. Quantos mililitros são 1,5 litros de água?
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10.4- Na tua opinião, os adultos devem beber mais água do que as crianças? Justifica a tua resposta.

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Exploração
Para entendermos porque é que a água é tão importante para a saúde precisamos compreender o seu papel no organismo. Mais de 75% do nosso cérebro é composto por água, assim como aproximadamente 80% do sangue e 70% dos músculos.
Cada sistema do organismo humano depende da água. Ela é responsável por:
Regular a temperatura corporal,
Remover produtos indesejáveis do metabolismo,
Transportar nutrientes e oxigênio para as células,
Proteger as articulações,
Evitar a obstipação,
Reduzir o trabalho dos rins e fígado, ajudando a eliminar algumas toxinas do organismo, e,
Ajudar a solubilizar e permitir a utilização de vitaminas, minerais e outros nutrientes pelo organismo.

A ingestão de quantidades insuficientes de água pode causar a desidratação. Até mesmo desidratações leves, como a perda de 1-2% do peso corporal, podem trazer problemas. O não consumo de água constitui um risco para a saúde, principalmente em crianças e idosos.
Os principais sinais e sintomas de desidratação são:
Dificuldade de concentração,
Cefaléias,
Irritabilidade, e,
Fadiga.
Além de manter o funcionamento normal do organismo, alguns estudos sugerem que a água pode ajudar a prevenir algumas doenças. Pessoas que apresentam cálculos renais podem evitar o desenvolvimento de novos cálculos através da ingestão de maiores quantidades de líquidos. Um estudo demonstrou que as mulheres que bebem mais de 5 copos de água por dia apresentam um risco de cancro do cólon 45% menor do que aquelas que ingerem apenas 2 copos ou menos de água por dia.
Também existem evidências cientificas que apontam que o consumo de água pode prevenir o cancro de bexiga. Um estudo com mais de 47.000 homens que ingeriam uma média de mais de aproximadamente 2 litros de líquidos por dia, incluindo água, demonstrou que estes possuíam um menor risco de cancro da bexiga que os indivíduos que consumiam menos da metade desse volume.

Qual é então a quantidade de água recomendada por dia?
Em média, a maioria dos adultos perde cerca de 10 copos (2,4 litros) de líquidos por dia através do suor, respiração, urina e fezes. Para compensar essa perda, sugere-se um consumo de 10 copos de água por dia. Embora a água geralmente seja a melhor opção, tomar água não é a única forma de repor as perdas líquidas. É possível obter-se água a partir de outras bebidas e alimentos. A quantidade de água que se necessita por dia depende da alimentação, género, grau de actividade física, clima, saúde, idade e medicações utilizadas.
A actividade física que aumenta a sudorese exige um maior consumo de líquidos, assim como as temperaturas ambientais altas, climas húmidos e altitudes elevadas.


“Beba muitos líquidos” é a recomendação clássica quando se está com febre, diarréia, constipações ou com outro problema de saúde. A água ajuda a controlar a febre e a repor os líquidos perdidos, além de ajudar a fluidificar as secreções. Com algumas medicações, pode ser necessário reduzir a ingestão de líquidos. Se se tomam diuréticos, por exemplo, o médico pode pedir-lhe para reduzir o consumo de líquidos para evitar a perda de grandes quantidades de sódio através da urina.
O National Research Council (NRC) aconselha o consumo de 1 mL de água para cada caloria consumida. Essa valor não deve ser utilizado para as grávidas ou mulheres em amamentação, crianças e idosos com problemas de saúde. Segundo o NRC, um homem comum - que queima em média 2.900 calorias diariamente – deve ingerir 2.900 mL de água por dia, o que corresponde a aproximadamente 12 copos de água. A mulher – que consome cerca de 2.200 calorias diárias – precisa consumir á volta de 2.200 mL de água por dia, aproximadamente 9 copos. Para facilitar os cálculos: um copo equivale a 236 mL de água.
Mas esses copos não precisam ser necessariamente de água?
Os alimentos sólidos também contêm água. Numa dieta comum, os alimentos fornecem cerca de 3 a 4 copos de água por dia. Tendo em vista que os homens geralmente são maiores e têm maior massa muscular que as mulheres, geralmente precisam consumir maiores quantidades de água.
Também se pode ingerir parte da água através de outros líquidos, como o leite, sumos e sopas, mas há que ter cuidado com o consumo de bebidas com cafeína, refrigerantes com açúcar e álcool. A cafeína promove uma desidratação leve e grandes quantidades dessa substância pode causar ansiedade, irritabilidade, insónias e elevação da pressão arterial. O álcool, além de facilitar a desidratação, é uma droga que pode prejudicar o desempenho físico e mental, estando associado a um maior risco de determinadas doenças. Os refrigerantes contêm açúcar e outras calorias que podem causar aumento de peso e problemas dentários. Deve-se beber mais água quando se praticam atividades em climas húmidos ou quentes.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Literatura sobre obesidade (Primeiro Ciclo)

9-A professora Letícia decidiu comprar, para a sua escola, 4 exemplares do livro Vencer a Obesidade, da autora Anne Alexander, que custou 18,99 € cada um.
9.1. Quanto pagou ao todo? Explica como chegaste à tua resposta. _______________________________________________

9.2. A professora também comprou um CD áudio intitulado "Acabe com a obesidade", da autoria de Cristina Cairo, que custou 22,88 €. Pagou-o com uma nota de 100 euros. Quanto recebeu de troco? Apresenta os cálculos ou justifica a tua resposta com esquemas ou desenhos. ___________________________________________

9.3. Na compra de um DVD sobre a obesidade, a professora Letícia recebeu de troco 34,04€, em duas notas e quatro moedas. Indica quais foram as notas e as moedas que recebeu. Explica o teu raciocínio. Podes também apresentar esquemas ou desenhos para responderes à questão. __________________________________________

Exploração

Existe um conjunto vasto de livros publicados, quer em Portugal quer no Brasil, escritos em língua portuguesa sobre obesidade, excesso de peso, bulimia e alimentação saudavel. Destacam-se aqui:

"Crescer para Cima", que reúne conselhos para prevenir e combater a obesidade infantil, da pediatra portuguesa Carla Rego.

"Causas dos distúrbios alimentares" de Doron; Roland; Parot; Françoise; Soares.


" Vencer a Obesidade - 140 Maneiras de Perder Peso" de Anne Alexander.
"Linguagem do Corpo - Acabe com a Obesidade" de Cristina Cairo.


"Obesidade - Muito Peso, Várias Medidas" de Moreira, P..
"A Obesidade" de Ricardo Cohen e Maria Rosária Cunha.
"Decifrando a Obesidade – Conheça a causa e descubra o melhor tratamento" do médico endocrinologista João Pinheiro.
"Obesidade: o peso da exclusão" de Lucia Stenzel.
"Controle o peso" de Stephen George e Jeff Bredenberg.
"Como viver mais e melhor-Alimentação, saúde e bem estar" de Paulo Azeredo.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - A roda dos alimentos (Primeiro Ciclo)

8. Na roda dos alimentos representada na figura, podemos observar as quantidades de diversos alimentos que devem ser consumidos por dia, nomeadamente batatas, cereais e seus derivados. De acordo com este diagrama, um adulto deveria comer as seguintes quantidades destes alimentos por dia:
• 70 g de pão de milho (uma fatia fina);
• 125 g de batata, de preferência cozida(uma batata de tamanho médio);
. 35,5 g de cereais, ao pequeno-almoço (5 colheres de sopa);
• 35,2 g de bolachas tipo “Maria” ou de água e sal (6 bolachas)
• 35 g de arroz ou massa crus (2 colheres de sopa);
• 110 g de arroz ou massa cozinhados (4 colheres de sopa).
Ordena as quantidades acima referidas por ordem crescente.

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Exploração

A nova versão da roda dos alimentos traz muitas novidades. O seu formato original, o círculo, mantém-se. Mas, ao invés de cinco, passamos a ter sete grupos de alimentos e a água, esse bem imprescindível à vida, ocupa o lugar central do círculo.
Mas o que é a Roda dos Alimentos?
É uma representação gráfica, criada pelos portugueses na década de 70 no âmbito da Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”, que nos ajuda a melhor escolher e combinar os alimentos que deverão fazer parte da alimentação diária.
O seu símbolo, tal como o nome indica, é em forma de círculo que se divide em segmentos de diferentes tamanhos; os chamados grupos de alimentos. Mas, em muitos outros países a roda dá lugar à pirâmide dos alimentos, que na opinião dos especialistas nacionais não representa aquilo que deve ser uma alimentação saudável, ou seja, completa, equilibrada e variada. É que a pirâmide hierarquiza os alimentos, dando assim mais importância a uns que a outros. E isto não está correcto, pois deve-se dar igual importância a todos os alimentos.
Foram ainda objectivos desta reestruturação a promoção dos valores culturais e sociais dos portugueses ao promoverem-se produtos tradicionais como o pão, o azeite ou as hortícolas. Além disso, foram considerados objectivos pedagógicos e nutricionais. Com a nova roda introduziu-se o conceito de porção de modo a facilitar opções mais fáceis na escolha das quantidades de alimentos a ingerir.
Como é constituída?
Antes
Existiam 5 grupos de alimentos sem indicação das porções recomendadas por dia. Os grupos de alimentos eram os seguintes:
I- Leite e derivados
II-Carne, peixe e ovos
III-Óleos e gorduras
IV-Cereais e leguminosas
V-Hortaliças, legumes e frutos
Depois
É composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões que indicam, precisamente, a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária:
Cereais e derivados, tubérculos (4 a 11 porções)
Hortícolas (3 a 5 porções)
Fruta (3 a 5 porções)
Lacticínios (2 a 3 porções)
Carnes, pescado e ovos (1,5 a 4,5 porções)
Leguminosas (1 a 2 porções)
Gorduras e óleos (1 a 3 porções)
Não possuindo um grupo próprio, a água assume a posição central na nova roda dos alimentos. Isto porque, está representada em todos eles pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Por ser um bem tão essencial à vida recomenda-se o seu consumo diário na ordem dos 1,5 e 3 litros.

De uma forma simples e sucinta, a nova Roda dos Alimentos ensina-nos como manter uma alimentação saudável, ou seja, completa, equilibrada e variada.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Medida da circunferência abdominal (Primeiro Ciclo)

6. Uma forma de medir a obesidade é medindo o comprimento da circunferência à volta da cintura, como se exemplifica na figura seguinte:


6.1. Como se chama a medida do comprimento da circunferência à volta da cintura? ______________________________________

6.2. Quando o raio da circunferência da cintura for maior do que 16 cm, a pessoa é obesa. Se o diâmetro da cintura de uma pessoa medir 34 cm, essa pessoa pode ser considerada obesa? Justifica a tua resposta ou apresenta os cálculos. ____________________________________________


6.3. A figura representa uma circunferência, cujo centro é o ponto A. Desenha, nessa circunferência, um raio.

Exploração

A circunferência abdominal, é um método simples e representativo da gordura acumulada no abdomen. Representa quando associada a outros fatores como, diabetes, hipertensão, colesterol e triglicéridos altos e obesidade, alto risco para desenvolver a síndrome metabólica. Esta medida é facilmente realizada: utilizando uma fita métrica não elástica, a circunferência abdominal é medida na altura da cicatriz umbilical (umbigo). O risco de desenvolver problemas metabólicos é elevado quando a circunferência abdominal tem de perímetro 102 cm nos homens e 88 cm nas mulheres. A circunferência abdominal, nos dados mais recentes de análise de morbidade, está relacionada com o aumento do risco cardiovascular. Vários estudos recomendam a mensuração da circunferência abdominal na rotina dos serviços de saúde. “A aferição da circunferência abdominal, independente das medidas tradicionalmente já realizadas nesses serviços (massa corporal e estatura), poderia contribuir para a identificação precoce de hipertensão arterial".

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Obesidade na adolescência (Primeiro Ciclo)

5. Na Europa, três décimas das crianças tem excesso de peso.
5.1. Quantas décimas das crianças europeias não têm esse problema? Apresenta os cálculos ou justifica a tua resposta.

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5.2. Se, na Europa, a percentagem de adolescentes com excesso de peso fosse igual à percentagem de crianças com excesso de peso (três décimas), no total, quantas décimas de crianças e adolescentes teriam excesso de peso? Apresenta os cálculos ou justifica a tua resposta. Podes também apresentar esquemas ou desenhos para responderes à questão.
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Exploração
A obesidade na adolescência está associada a vários problemas, sendo mais prevalentes as conseqüências deletérias na área psicossocial e a persistência de obesidade na idade adulta, acompanhada de suas comorbidades. Alguns estudos revelam que 50% das crianças obesas aos 6 meses de vida e 80% daquelas que o são aos 5 anos, serão sempre obesas. Um adolescente obeso tem mais de 70% de probabilidade de vir a ser um adulto obeso.
Os adolescentes, segundo a O.M.S, são pessoas com idade entre l0 e l9 anos e representam 20 % da população global. Cerca de 84% dos adolescentes estão em países em desenvolvimento, e apesar de sua percentagem em relação a outros grupos etários estar a aumentar, pouca atenção tem sido dada à sua nutrição. Nos Estados Unidos, por exemplo, em apenas três anos, entre l988 e l99l, a prevalência de obesidade na adolescência aumentou de 6%.
A independência crescente dos adolescentes, aumento da sua participação na vida social e programas atarefados influencia seus hábitos alimentares. Frequentemente, comem rápido e fora de casa. Na adolescência ocorre um aumento do consumo de carbohidratos, gorduras e proteínas e menor consumo de vitaminas, minerais, fibras, devido a modificações comportamentais e ambientais da própria idade, a substituição das refeições tradicionais, por lanches ricos em carnes, queijos, a troca das frutas por gelados, doces e refrigerantes, em detrimentos das refeições caseiras.
A influência da propaganda de alimentos pouco nutritivos e a necessidade de estarem sempre na moda levam-nos a escolhas erradas. Os padrões de refeições dos adolescentes são frequentemente caóticos. Os adolescentes deixam de fazer a maioria das refeições em casa, à medida que se tornam mais velhos, deixando frequentemente de tomar o pequeno almoço e de almoçar.
A adolescência, devido a todas as mudanças que envolve, é um dos períodos mais complicados das nossas vidas. Mas esta corrida biológica a alta velocidade em direcção à idade adulta tem enormes implicações a longo prazo. Significa que as escolhas alimentares e de estilo de vida feitas nesta idade sensível podem afectar as pessoas para o resto das suas vidas. Pela primeira vez na Europa, o estudo HELENA vai fornecer dados comparáveis sobre ingestão de alimentos, preferências alimentares e actividade física entre os adolescentes europeus de ambos os sexos. Esta informação vai ser utilizada para desenvolver um programa de educação do estilo de vida para adolescentes, bem como novos alimentos saudáveis.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Exercício Físico (Primeiro Ciclo)

4. O João sabe que a prática desportiva ajuda a perder o excesso de peso que tem. Decidiu praticar atletismo no bairro onde mora, efectuando todos os dias o trajecto que vai desde a sua casa à casa do Luís, passando pela casa da Joana, e regressando ao ponto de partida.





4.1. Que distância, em metros, percorre o João, por dia? Apresenta todos os cálculos. Podes também apresentar esquemas ou desenhos para responderes à questão.



4.2. Indica o nome da figura geométrica formada pelo trajecto diário do João. ______________________________________________



4.3. O António também decidiu praticar atletismo. Percorre todos os dias uma distância de 450 m. Que distância percorre o António ao fim de sete dias? Apresenta todos os cálculos. Podes também apresentar esquemas ou desenhos para responderes à questão.

12. No seu exercício matinal, o João corre num cerrado como o da figura:
Calcula, em metros quadrados, a área do cerrado.

Exploração

O exercício físico tem sido indicado como um mecanismo para a redução da gordura corporal e o controle de peso.
A prevenção da obesidade consiste em equilibrar a ingestão calórica dos indivíduos com o gasto energético. Quando um indivíduo é obeso precisa além de um programa de exercícios uma orientação dietética adequada. Dependendo das limitações e do nível de aptidão dos indivíduos, deve-se preferir exercícios de intensidade moderada a alta para que o trabalho não seja muito prolongado. As recentes recomendações sugerem que o exercício aeróbio se apresenta como a melhor escolha em programas de redução da gordura corporal e principalmente na manutenção do peso.

A estratégia para a prescrição de exercícios físicos requer o conhecimento dos efeitos da duração, intensidade, massa muscular envolvida, além da composição corporal e do gasto energético provocado pelos exercícios que estão sendo propostos. Ainda é muito importante a associação de exercícios com dieta adequadamente orientada.
O gasto calórico durante as actividades físicas varia com a dosagem (intensidade e duração) do esforço e do peso do indivíduo, entre outros factores. Pessoas mais pesadas gastam mais calorias do que as pessoas leves para realizar um mesmo trabalho que envolva deslocamento corporal. A recomendação actual para o controle do peso corporal é de três sessões por semana que represente pelo menos 1000 Kcal/semana com actividades moderadas. Isto pode ser conseguido, por exemplo, com 6 ou 7 caminhadas de 30 minutos durante a semana. O ideal é que um adulto jovem acumule um gasto semanal em actividades físicas de moderada intensidade da ordem de 2000 Kcal/semana, podendo chegar até 3500 kcal/semana. A partir deste ponto os ricos de lesão são maiores do que os benefícios.

O exercício é importante para conseguir o balanço calórico negativo apropriado. Contudo, indivíduos sedentários não são capazes de realizar exercícios em altos níveis de gasto energético, e por isso necessitam acumular um grande período de actividade durante a semana para efetivamente perder gordura corporal. Por exemplo, caminhar a 5,5 Km/h queima somente 3,3 Kcal por minuto acima do gasto dos valores de repouso num indivíduo de 70 Kg (um indivíduo mais pesado gastará mais proporcionalmente). Se o mesmo indivíduo corresse a 11 km/h ele queimaria calorias 4 vezes mais rápido. Para cada quilometro percorrido, pelo corredor, comparado com quem caminha e vence a mesma distância o quádruplo de energia é gasto por unidade de tempo. Um erro comum é assumir que a caminhada e a corrida queimam o mesmo número de calorias por quilometro. Isso refere-se ao número absoluto de calorias, incluindo aquelas relacionadas com o metabolismo de repouso. Desde que caminhar tome mais tempo para percorrer um quilometro, queima mais calorias associadas com o componente de repouso do que os corredores, resultando num total similar por quilometro. Para efeitos de perda de peso, contudo, somente as calorias exclusivas devem ser consideradas.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Inicadores de obesidade (Primeiro Ciclo)

2. O peso e a altura são importantes indicadores da obesidade (excesso de peso que começa a provocar problemas de saúde).
2.1. Indica o teu peso em quilogramas: ______________. Se não souberes escolhe um valor qualquer da tabela seguinte, assinalando-o com um X no quadrado respectivo.

Apresenta o teu peso, ou o que escolheste, em gramas.
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2.2. Indica a tua altura em metros: ______________. Se não souberes escolhe um valor qualquer da tabela seguinte, assinalando-o com um X no quadrado respectivo.

Apresenta a tua altura, ou a que escolheste, em centímetros.
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2.3. Se o João pesar 30 kg e medir 1,1 m de altura e o Luís pesar 40 kg e medir 1,5m de altura, pode afirmar-se que o Luís é mais "gordo" do que o João? Explica o teu raciocínio por palavras, desenhos ou esquemas.
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Exploração Para avaliar um paciente obeso e verificar o risco de patologias associadas é calculado o Índice de Massa Corporal (IMC), onde se utiliza o peso (em quilogramas) dividido pelo quadrado da altura (em metro).
O IMC apresenta boa correlação com a adiposidade corporal. Apresenta-se na tabela seguinte a classificação da obesidade consoante o IMC.

O uso de IMC, porém, ignora a distribuição de gordura corporal, além disso, está provado que o padrão de distribuição de gordura corporal pode estabelecer um prognóstico de risco para a saúde.
Na obesidade, mais comum em homens, a gordura está distribuída preferencialmente na região do tronco, com deposição aumentada na região intra-abdominal visceral. No tipo periférico inferior, a gordura acumula-se especialmente na região dos quadris, nádegas e coxas, típico de um padrão mais feminino. Através do cálculo da relação cintura/quadril, também se pode avaliar a distribuição de gordura corporal.

Não é possível, só com o peso e a altura de um indivíduo determinar o seu estado nutricional ou grau de obesidade, todavia, essas variáveis estão relacionadas. Nalguns casos a baixa estatura é usada como indicador de desnutrição no início da vida. A antropometria é um dos métodos de avaliação nutricional mais utilizados em estudos epidemiológicos, principalmente por ser uma técnica não-invasiva, de fácil aplicação, baixo custo e aceitação universal.



Existem vários paradoxos e preconceitos relativamente à obesidade. É crença comum que desnutição e pobreza se encontram relacionados. Os resultados de um estudo realizado no Brasil revelaram uma estreita relação entre obesidade e pobreza. As tradições culturais, os aspectos simbólicos e materiais de vida, a alimentação e as diferentes percepções do corpo entre as mulheres entrevistadas demonstraram ser fundamentais para a explicação do perfil de obesidade no grupo. Neste sentido, o estudo alerta para a necessidade de reconhecer as múltiplas faces da obesidade e, sobretudo as especificidades e singularidades dos diferentes segmentos da população. Tal perspectiva é importante para a proposição de estratégias e acções no campo das políticas de alimentação e nutrição.

Explorar as PASE de Matemática 2008 - Obesidade em Portugal (Primeiro Ciclo)

1- O gráfico seguinte apresenta a percentagem de portugueses com excesso de peso (gordos) por escalão etário (idades). 1.1. Qual é o escalão etário que possui maior excesso de peso? ____________________________________________

1.2. Qual é a diferença entre a percentagem máxima e mínima de excesso de peso entre os vários escalões etários? _________________________________________

1.3. De acordo com o gráfico, qual é a percentagem total de pessoas que, em Portugal, apresenta excesso de peso? _________________________________________

Exploração

No escalão etário dos 7 aos 11 anos, num conjunto de 21 países e regiões, Portugal e Gibraltar apresentam a maior percentagem de crianças obesas. Entende-se por Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose = processo mórbido) é uma condição na qual a reserva natural de energia, armazenada em forma de gordura em humanos e outros mamíferos, aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é visto, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, apnéia do sono e osteoartrite (Wikipédia).

No que respeita ao excesso de peso, no escalão etário dos 7 aos 11 anos, as crianças do nosso país encontram-se em 8 lugar no total dos 21 países ou regiões estudadas.

Estudos recentes concluíram que o do aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século 20 teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo.
Embora as informações sobre o conteúdo nutricional dos alimentos esteja bastante disponível nas embalagens dos alimentos, na internet, em consultórios médicos e em escolas, é evidente que o consumo excessivo de alimentos continua sendo um problema. Devido a diversos factores sociológicos, o consumo médio de calorias quase quadruplicou entre 1977 e 1995.
Porém, a dieta, por si só, não explica o significativo aumento nas taxas de obesidade em boa parte do mundo industrializado nos anos recentes. Um estilo de vida cada vez mais sedentário teve um papel importante. Outros fatores que podem ter contribuído para esse aumento – ainda que sua ligação directa com a obesidade não seja tão bem estabelecida – o stresse da vida moderna e sono insuficiente (Wikipédia).
O principal tratamento para obesidade é a redução da gordura corporal através de uma adequada dieta e aumento do exercício físico. Programas de dieta e exercício produzem perdas médias de aproximadamente 8% da massa total (excluindo os que não concluem os programas). Nem todos ficam satisfeitos com esses resultados, mas até a perda de 5% da massa pode contribuir significativamente para a saúde.
Mais difícil do que perder peso, é manter o peso reduzido. Entre oitenta e cinco a noventa e cinco por cento daqueles que perdem 10% ou mais de sua massa corporal, recuperam todo o peso perdido entre dois a cinco anos. O corpo tem sistemas que mantêm sua homeostase em certos pontos fixos, incluindo peso.
A obesidade caracteriza-se também como um problema de natureza estética e psicológica, além de ser um grande risco para a saúde.
Segundo um estudo realizado pela OMS, cerca de 300 milhões de pessoas no mundo são obesas. A ilha de Nauru, no Pacífico, apresenta os maiores problemas de obesidade (80% de sua população sofre de obesidade, sendo que o país onde há mais subnutrição é a Somália, onde 75,02% da população passa fome). Países como Barbados, EUA, Brasil também sofrem de sérios problemas com uma população acima do peso normal (Wikipédia).
A prevalência no nosso País para a obesidade é estimada em 13% para o sexo masculino e 15% para o sexo feminino. A Direcção-Geral da Saúde estima que, se nada se fizer para prevenir a obesidade, cerca de 50% da população portuguesa poderá ser obesa em 2025.
O custo directo total da obesidade em Portugal em 1996 equivaleu a 3,5% das despesas totais em saúde (46,2 milhões de contos). É a conclusão do último estudo sobre “Custos da Obesidade em Portugal”, da autoria da Associação Portuguesa de Economia da Saúde. O estudo conclui também que uma proporção considerável das despesas de saúde em Portugal destina-se ao tratamento de doenças relacionadas com a obesidade.
Nos Açores a diabetes é uma autêntica "epidemia silenciosa", por norma associada aos hábitos alimentares e à obesidade, encontra-se já "entre as principais causas de morbilidade e mortalidade, atingindo 5,02% da população açoriana". No Arquipélago a obesidade infantil apresenta infelizmente "uma tendência crescente" nas ilhas, a par do excesso de peso e obesidade nos homens e nas mulheres açorianas.

Explorar as PASE de Matemática de 2008 (Obesidade)

Em 2008, as Provas de Avaliação Sumativas Externas de Matemática, realizadas pela Secretaria Regional de Educação e Ciência, centraram-se na temática do excesso de peso e obesidade.
Segundo a Direcção Regional de Educação, "A obesidade infantil é um problema extremamente preocupante - o número de crianças com excesso de peso ou obesas está a aumentar à razão de 400 000 por ano na Europa. As crianças obesas não só padecem de problemas de saúde como a diabetes e perturbações hepáticas quando ainda são jovens, como também é provável que venham a estar expostas a um risco acrescido de doenças coronárias, cancro, hipertensão, acidentes vasculares-cerebrais e depressão à medida que envelhecem (Markos Kyprianou, Comissário Europeu da Saúde)".
Os valores apresentados nesta prova foram próximos dos reais, no entanto, e para facilidade de cálculos foram feitas algumas aproximações.
"A Secretaria Regional da Educação e Ciência entendeu ser necessário contrariar a taxa de crescimento da pré-obesidade e da obesidade nos Açores e contribuir para diminuir os riscos de saúde que lhe estão associados".
Nos postes seguintes explorar-se-ão as questões colocadas no âmbito dessa temática, de modo a contribuir com alguns dados e perspectivas que permitam uma exploração mais abrangente do assunto, tanto na área disciplinar da matemática como em áreas tranversais de ensino.
Apesar desta temática não ser da mesma natureza que os outros postes deste blog, pretendeu-se dar continuidade a esta abordagem, dado o sucesso de consulta das temáticas das PASE do ano anterior, centradas na temática dos ambientes polares, em alusão ao Ano Polar Internacional. Achou-se por bem, ter aqui agrupada a temática das PASE de Matemática deste ano, por facilidade de consulta.

Ambiente: Polo Norte poderá ficar sem gelo este Verão - especialistas norte-americanos

O Pólo Norte poderá ficar sem gelo este Verão devido ao aquecimento global, alertaram investigadores do Centro de Dados sobre Gelo e Neve dos Estados Unidos.
Segundo os cientistas, a possibilidade do gelo que cobre o Ártico derreter é de mais de 50 por cento devido à camada espessa de gelo, que durante muitos anos cobriu a região, ter vindo a derreter e ter sido substituída por uma enorme placa de gelo fino, que pode facilmente derreter com o Verão.
O aumento generalizado das temperaturas, a causa do aquecimento global, está a afectar também, e de forma grave, as regiões polares do planeta, referem os cientistas citados pelo jornal espanhol `El País`.
Os cientistas temem agora que o desaparecimento de uma parte importante do gelo leve a outra consequência: o oceano absorva mais calor e faça aumentar ainda mais as temperaturas do clima local.
Se isto ocorresse originaria um problema no meio-ambiental, mas também político, uma vez que as nações com territórios no Oceano Glaciar Ártico poderiam aceder com mais facilidade aos valiosos recursos naturais desta zona do planeta, ainda por explorar.